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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Será que um dilúvio ameaça a Terra?

Será que um dilúvio ameaça a Terra?

Por causa do calor em julho teve início o derretimento rápido do gelo que cobre a maior ilha do mundo, a Groenlândia. As opiniões de especialistas divergem e vão desde visões apocalípticas à uma atitude pouco preocupada com as consequências do impacto do degelo rápido na Groenlândia e seu efeito no aumento do nível dos oceanos.

O gelo acumulado nas geleiras da Groenlândia é o segundo maior depósito depois da Antártida. Na verdade só há esses dois. Segundo os cientistas, o derretimento das geleiras e prateleiras de gelo de 2003 a 2010 aumentou o nível do mar em apenas meio milímetro, disse à Voz da Rússia o Doutor em Ciências Geológicas e Mineralógicas, professor titulado Igor Davidenko:
"Quando eu leio em jornais e revistas ou ouço na televisão a ideia ingênua de que, com o derretimento do gelo da Antártida e da Groenlândia, a água do oceano subirá 70 metros, quero repetir que isso é um absurdo, uma completa ignorância no assunto. Gelo constitui apenas 1,6 por cento de toda a hidrosfera."
A camada de gelo em Groenlândia está próximo do 81º grau de latitude norte e se conecta com o Oceano Ártico através da geleira Peterman, explica Igor Davidenko. O comprimento da camada é de 70 km, a largura é 15, a espessura varia de 80 a 600 metros. No centro de uma ilha, a geleira gigante atinge uma altura de 3,5 km. Cada vez no verão o gelo se derrete mais ou menos pela metade. A maior parte da água que se forma no interior da ilha, eventualmente congela-se de novo e só nas margens entra nos mares circundantes. Durante o período entre abril de 2002 e fevereiro de 2009, o gelo da Groenlândia "amagreceu" por 1,6 mil quilómetros cúbicos. O derretimento rápido das geleiras na Groenlândia, não trará nada fora do habitual ao meio ambiente da região, salienta Igor Davidenko.
Os especialistas acreditam que a causa da situação extraordinária na Groenlândia está na influência das massas do ar quente que estão paradas em cima da ilha desde o final de maio. A última frente excepcionalmente forte do ar quente começou a se dissipar aqui somente em 16 de julho.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sapos conseguem prever tremores de terra com dias de antecedência

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Foto: Pedro Cunha
Os sapos, como este do fluviário de Mora, são muito sensíveis às alterações químicas na água
A debandada geral de uma colónia de sapos num lago em L'Aquila, Itália, dias antes de um sismo em 2009 surpreendeu uma equipa de investigadores. Depois de anos de estudo concluíram que estes anfíbios conseguem prever os tremores de terra com vários dias de antecedência.
A bióloga da Universidade Aberta do Reino Unido, Rachel Grant, monitorizava uma colónia de sapos-comuns (Bufo bufo) num lago em L’Aquila, Itália, quando tudo aconteceu. “Foi dramático. Em apenas três dias, a colónia passou de 96 sapos para zero”, disse a investigadora à BBC, que publicou os seus dados na revista Journal of Zoology.

O estudo revela que os sapos “mostraram um comportamento muito pouco habitual antes do sismo de magnitude 6.3 na escala de Richter em L’Aquila, em Itália, a 6 de Abril de 2009”. “Dias antes do sismo, os sapos desapareceram subitamente dos seus locais de reprodução num pequeno lago a 75 quilómetros do epicentro e só regressaram depois de uma série de réplicas”, acrescenta o estudo.

Pouco tempo depois, Rachel Grant foi contactada pela NASA (agência espacial norte-americana), que estudava as alterações químicas que ocorrem quando as rochas estão sob stress extremo.

Com base em testes em laboratório, a equipa de sete investigadores coordenada pelo geofísico Friedemann Freund, da NASA, concluiu que os animais detectam as alterações químicas na água subterrânea, causadas pela libertação de partículas através das rochas na crosta terrestre que estão em tensão, devido às forças tectónicas antes de um sismo. Esta cadeia química pode afectar o material orgânico dissolvido nas águas de um lago, transformando materiais inofensivos em substâncias que são tóxicas para os animais aquáticos.

Segundo a equipa de investigação, que publicou as suas conclusões na revista Journal of Environmental Research and Public Health, os animais que vivem nessas águas ou perto delas são extremamente sensíveis às mudanças na sua composição química.

Os investigadores acreditam que biólogos e geólogos podem trabalhar em conjunto para preparar melhor a chegada de um sismo. Freund diz que o comportamento destes animais pode ser apenas um de uma cadeia de eventos que podem prever um sismo. “Quando compreendermos de que forma estes sinais estão ligados e se virmos quatro ou cinco a apontar na mesma direcção, então podemos dizer que algo está para acontecer.”